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“Foram dois anos de cama, em que eu só me levantava para ir ao banheiro e tomar banho. Levantava de bengala e no banho eu tinha que estar sentada, pois não aguentava a dor que me invadia ao ficar em pé”, relembra Regina Celia, no auge dos seus 72 anos.

Antes disso, por foram mais quatro anos sofrendo com dores na coluna vertebral. Em procura por ajuda, viu suas esperanças se esvaíram ao receber a notícia de que não poderia ser submetida à cirurgia, porque seu caso não era urgente. 

O que a afligia era a compressão do nervo ciático, logo abaixo da coluna, próximo da região glútea. A dor nas costas era tão forte, que se precisasse levantar e caminhar, mesmo que por pouco tempo, ela só conseguia com o tronco dobrado para a frente. Dormir só era possível do lado direito e, ainda assim, sentia como se tivesse alguém exercendo força sobre sua coluna vertebral.

Foi indicada para a reabilitação fisioterápica, mas suas costas doíam demais, fato que não permitiu que levasse a tentativa adiante. “Sentia-me muito triste pelo peso da situação, por ver minha vida parada, por não poder ir para nenhum lugar e, principalmente, por dar tanto trabalho aos outros”, desabafa Regina.

“Se não operar vai ficar acamada para sempre”

Com a ajuda de sua sobrinha, Regina tentou conseguir um laudo que mostrasse ao SUS o quanto sua condição era debilitante e precisava de cirurgia urgente, pois era impossível continuar a viver daquela forma.

Foram algumas tentativas frustradas até que conheceram o Dr. Marcelo Amato, que fez o relatório ao SUS, mas também ofereceu a possibilidade de uma cirurgia minimamente invasiva para descompressão dos nervos que estavam apertados em sua coluna.

Diante da possibilidade de perder os movimentos das pernas de forma definitiva, Regina experimentou uma crise nervosa, chorou muito, ficou desolada. “Como resolveria a situação?” Então reuniu sua família e pediu ajuda para realizar a cirurgia endoscópica de coluna com o Dr. Marcelo Amato.

Nova vida depois da cirurgia endoscópica 

A cirurgia finalmente aconteceu e, após o procedimento, a esperança de recuperação estava de volta em Regina. Sabia que, devido ao longo tempo sem andar, teria um importante caminho a percorrer de reabilitação pós-cirúrgica, mas isso não a desanimou.

Hoje, após a cirurgia, Regina não precisa mais andar com o tronco inclinado para a frente, pois consegue ficar com a coluna reta. Ainda é difícil ficar em pé, devido à fraqueza nas pernas, mas essa é uma situação que vem corrigindo na fisioterapia.

“Os cuidados pós-cirúrgicos foram bem tranquilos, pois bastaram 2 pontos para fechar o corte do procedimento. Fui para a casa no mesmo dia e me sentindo bem”, relembra.

A cirurgia foi em julho deste ano e, em breve, Regina começará também a fazer hidroginástica, para reforçar o trabalho de fortalecimento muscular que vem fazendo em todo o corpo. “Tenho melhorado muito, graças a Deus todo aquele sofrimento está ficando para trás”. 

 

Da redação. 

*Regina Celia Santos Rocha é aposentada, moradora de São Paulo, tem 72 anos. 

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“Relatos” é uma série de entrevistas onde pacientes compartilham sua experiência sobre patologias da coluna, desde a descoberta até a solução. O objetivo é criar uma rede de apoio humanizada e informativa para auxiliar aos que se identificam e se encontram nas mesmas condições, para que possam ter esperança e buscar ajuda especializada.

 

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