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Tumores Intracranianos
20 de junho de 2015

Meningioma e Radioterapia

Meningioma é um tumor benigno que surge nas membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, ou seja, a lesão cresce entre o tecido o nervoso e o osso, seja o crânio ou a coluna vertebral. É extremamente raro haver invasão do tecido nervoso pelo meningioma e, geralmente, os sintomas aparecem pela compressão do cérebro, medula ou raízes nervosas. Na coluna vertebral, o meningioma pode simular um quadro de hérnia de disco, com dor, fraqueza e perda da sensibilidade nos membros. Já no crânio, dor de cabeça, vômitos, alterações visuais e crises epilépticas podem ocorrer, especialmente, se o tumor for grande.

Outros sintomas vão diferenciar de acordo com a região em que o meningioma se localiza. Por exemplo, na região frontal, o meningioma pode causar perda de visão e olfato, perda de força, além de depressão e alteração comportamental; na região temporal, pode causar perda de memória, alterações auditivas e da fala; na região occipital (posterior), pode causar perda de equilíbrio e coordenação; na região parietal pode causar perda de sensibilidade e também de força.

Radioterapia é um tratamento que utiliza radiação ionizante para destruir as células de um tumor e impedir que ele cresça novamente. Por esse motivo, a radioterapia é utilizada para o tratamento de câncer. É importante ressaltar que para a radiação alcançar o alvo desejado, tecidos normais certamente sofrerão também com a radiação. O avanço tecnológico permitiu que os efeitos colaterais da radiação no tecido normal se minimizassem, o que expandiu o uso da radioterapia para outras situações que não o câncer. É o caso da radiocirurgia, que apesar do nome, não envolve nenhum corte, mas sim, a realização da radioterapia em uma única sessão.

Quando o meningioma é muito pequeno, não está causando problemas, e foi diagnosticado incidentalmente, pode ser possível a observação clínica e acompanhamento periódico com exames de imagem. Do contrário, o tratamento do meningioma é cirúrgico!

Como esse tipo de tumor cresce fora do tecido nervoso, é possível retirar o tumor sem causar dano algum ao cérebro ou medula espinhal. O que não acontece com a radioterapia, que sempre irá causar dano ao tecido próximo à lesão. Alguns meninonas são de muito difícil acesso para a cirurgia, geralmente, aqueles localizados no seio cavernoso. Nestes casos, o neurocirurgião pode indicar o tratamento com radioterapia, pela impossibilidade do tratamento cirúrgico. Em outro casos, a avaliação anatomo-patológica (biópsia) revela um meningioma agressivo e que tem chance maior de retorno e, para essas situações, a radioterapia realizada após a cirurgia, também é benéfica. Mas, na grande maioria dos casos, o tratamento do meningioma é cirúrgico e não radioterápico!

Dr. Marcelo Amato - CRM: 116.579
Dr. Marcelo Amato - CRM: 116.579
Médico e Neurocirurgião pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP); Doutor em Neurocirurgia (Clínica Cirúrgica) pela Universidade de São Paulo (FMRP-USP), orientado pelo Prof. Dr. Benedicto Oscar Colli; Especialista em Neurocirurgia pela Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN) e pela Associação Médica Brasileira (AMB); Especialista em Cirurgia de Coluna pela Sociedade Brasileira de Coluna (SBC) e Associação Médica Brasileira (AMB); Linha de Pesquisa em Cirurgia Endoscópica da Coluna desde 2013 pela FMRP-USP com diversos artigos e livros publicados nacional e internacionalmente; elaboração de aulas e cursos nacionais e internacionais sobre Endoscopia de Coluna, e realização de consultorias em todo território nacional ; Neurocirurgião referência do Hospital de Força Aérea de São Paulo (HFASP); Diretor do Amato - Hospital Dia;

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