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29 de julho de 2022

Problemas na coluna: tratamento cirúrgico x clínico

Para entender qual o tratamento mais adequado ao paciente com problemas na coluna, o médico especialista vai passar por algumas etapas: 

  • Analisar os sinais de alerta
  • Solicitar exames de imagem
  • Eleger a cirurgia ou o tratamento clínico

Quando nos referimos à coluna vertebral, existem alguns critérios que podem ser facilmente observados como sinais de alerta: dor muito intensa, febre, se o paciente sofreu algum trauma na coluna, se há históricos de câncer na família, entre outros.

O comprometimento neurológico também será um ponto importante para a investigação nessa fase inicial. Se o problema afetar a coluna cervical, por exemplo, é possível que o paciente experimente irradiação dos sintomas para os membros superiores do corpo (braços), como perda de força e alteração da sensibilidade. Da mesma forma, se o problema afetar a coluna lombar, essa irradiação poderá se manifestar nas pernas.

Para confirmar a suspeita e garantir o diagnóstico correto, é solicitado um exame de imagem, como a ressonância magnética. Ele é crucial para determinar se o tratamento mais apropriado será clínico, cirúrgico ou a combinação dos dois. 

Um exemplo de combinação é um paciente com comprometimento neurológico que tenha recebido indicação cirúrgica: pode ser que, após a cirurgia, ele continue com uma abordagem clínica após, para tratar a causa do problema e tentar evitar que seja necessária outra cirurgia no futuro que auxilie nos sintomas, de dores, por exemplo.

Objetivos dos tratamentos

A cirurgia de coluna é indicada como uma intervenção imediata para resolver o comprometimento neurológico.

Já a parte clínica é trabalhada mais a longo prazo, para tratar as causas do problema que podem ser extensas e multifatoriais, como: genética, má postura, excesso ou ausência de exercício físico, entre outros. Essa abordagem é, normalmente, feita com medicação e fisioterapia, para trabalhar a postura e prevenção de novas doenças da coluna.

Vale lembrar que cada caso será decidido de forma personalizada, de acordo com o histórico de saúde do paciente.

Para saber mais sobre este assunto, convido você a assistir um bate-papo que tive com Mariana Vita, fisioterapeuta do núcleo de neurocirurgia do Instituto Amato, no canal do Youtube do Instituto Amato.

Por Redação
Por Redação
Dr. Marcelo Amato - CRM: 116.579 Médico e Neurocirurgião pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP); Doutor em Neurocirurgia (Clínica Cirúrgica) pela Universidade de São Paulo (FMRP-USP), orientado pelo Prof. Dr. Benedicto Oscar Colli; Especialista em Neurocirurgia pela Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN) e pela Associação Médica Brasileira (AMB); Especialista em Cirurgia de Coluna pela Sociedade Brasileira de Coluna (SBC) e Associação Médica Brasileira (AMB); Linha de Pesquisa em Cirurgia Endoscópica da Coluna desde 2013 pela FMRP-USP com diversos artigos e livros publicados nacional e internacionalmente; elaboração de aulas e cursos nacionais e internacionais sobre Endoscopia de Coluna, e realização de consultorias em todo território nacional; Neurocirurgião referência do Hospital de Força Aérea de São Paulo (HFASP); Diretor do Amato - Hospital Dia

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