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SÉRIE RELATOS | De 48 dias de terror com Hérnia de Disco à Cirurgia Endoscópica e alívio total

Maria olha a distância da sua cama para o banheiro e sente o corpo estremecer. O coração acelera, diante do medo que sente ao conhecer muito bem a dificuldade de atravessar aquele caminho, de cerca de apenas três metros. Se ao menos houvesse uma pausa naquela dor que lhe acompanhava no último mês, teria a dignidade de se locomover tranquilamente, como fazia há bem pouco tempo. Como apenas quem passa por isso pode entender a profundidade do problema, ela narra seu intercalar de passos com gritos de desespero para cumprir o pequeno trajeto, no terror que dura de 10 a 15 minutos todos os dias.

Tudo começou em 19 de dezembro de 2020, quando cuidava de algumas plantas do seu jardim, em um bairro da cidade de São Paulo. A pandemia do novo coronavírus havia começado há um ano, fato que fez com que ela passasse mais tempo em casa, para evitar os perigos de contágio. Enquanto o Reino Unido preocupava-se com a descoberta de uma nova variante deste vírus e os planetas Júpiter e Saturno aproximavam-se para a grande conjunção que ocorre a cada 20 anos, Maria moveu, sem grande esforço, um vaso em seu quintal: “senti uma leve dor na coluna lombar, mas de noite, após deitar-me na cama, percebi aumentar violentamente e se estender por toda a perna. Soube, então, que não seria algo tão simples”.

Acostumada a conviver com dores, desde que apresentou problemas na coluna lombar, aos 26 anos, durante a gravidez de sua segunda filha, Maria da Conceição, agora com 60 anos, já tinha feito duas cirurgias na coluna e convivia também com problemas no joelho. “Mas essa dor era diferente, tão forte que não é possível comparar com nada neste mundo, era tão insuportável que eu desmaiei algumas vezes e fiquei totalmente incapacitada de realizar minhas atividades do dia a dia”, relembra.

A procura por solução

Foi então que Maria enfrentou o medo da pandemia e se dirigiu aos centros médicos, em busca de solução para o seu problema. “Fui em dois médicos das assistências de saúde que tenho. O primeiro disse que alongamentos e fisioterapia me ajudariam. O segundo pediu um exame de ressonância magnética e observou uma Hérnia de Disco que afetava o nervo ciático e precisava ser operada. Mas tive que ouvir dele que como o meu caso não era considerado urgente, deveria esperar até depois da pandemia”.

Maria não sabia, mas naquele ano o governo adotou medidas para minimizar o contágio do novo coronavírus e determinou que somente os casos cirúrgicos considerados urgentes deveriam ser atendidos. A medida foi contestada pela Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN), que argumentou que cada caso deve ser avaliado individualmente pelo médico responsável, pois somente ele seria capaz de determinar a gravidade e urgência do estado de um paciente.

Se esse médico parasse para pensar no que eu estava sentindo e passando, ele consideraria o meu caso urgente. Quem podia prever, afinal, quando acabaria a pandemia para que eu fosse operada?”, reflete.

Como alternativa, tentou as indicações dos dois profissionais: medicamentos, alongamentos, exercícios fisioterápicos e acupuntura, mas nada teve qualquer efeito na dor.

Maria entrou em desespero. “Tinha a situação estressante que já é típica de uma pandemia e ter que lidar com isso, sabendo que nada resolvia e sem uma previsão de possibilidade cirúrgica me tirou a esperança de vida. Eu simplesmente não aguentava mais viver assim, até morfina eu tomei e não fez o menor efeito. quem sabe o que esta dor faz?”, desabafa.

Maria sempre se considerou uma pessoa forte e ativa. Fazia caminhadas diariamente, de 40 a 50 minutos, praticava pilates, dançava, fazia hidroginástica, além de todas as atividades para manter a casa em ordem. Mesmo durante a pandemia continuou ativa: “tenho um bom espaço onde consigo caminhar com segurança, tive que suspender as outras atividades, mas mantive as caminhadas diárias, pelo menos até aquele 19 de dezembro...”

Esperança para dias melhores

Conhecedora dos seus limites, já há mais de 40 dias de dor e profundo desespero, Maria analisou sua situação, passou a mão pelo rosto e sentiu o resultado dos dias de sofrimento: seis quilos perdidos. Quanto mais haveria de sofrer até que o convênio resolvesse operar? Quanto mais dor poderia suportar? Não havia música, filme ou paisagem que acalmasse seu coração. O cheiro da comida, que agora tinha que pedir em restaurante, a marcou fortemente, pois associado à dor lhe causava enjoos. A verdade é que ela já não suportava a situação, apenas sobrevivia vendo sua vida definhar aos poucos.

Foi então que reuniu os dois filhos e deu o ultimato: “ou vocês procuram hoje mesmo um médico para resolver este problema ou eu desisto, pois não posso continuar assim”.

Maria conta que “foi a melhor coisa que aconteceu, porque a filha encontrou o site do Dr. Marcelo Amato e conseguiu encaixar a consulta para o mesmo dia”.

O Dr. Marcelo analisou os exames, observou a Hérnia de Disco extrusa e demonstrou à Maria que o disco foi rompido e grande parte do núcleo vazou para as estruturas próximas. Este vazamento causava forte compressão sobre a medula espinhal e também sobre o nervo ciático e, por esta razão, nem mesmo uma infiltração de medicamentos no local da dor poderia fazer efeito, o caso era mesmo cirúrgico.

Como meus exames eram recentes, conseguimos agendar a cirurgia para dois dias depois. O Dr. Marcelo me transmitiu confiança, me trouxe de volta a esperança para uma vida sem dor”.

Cirurgia Endoscópica da Coluna Lombar

No dia do procedimento, Maria passou em consulta com o cardiologista no próprio Hospital Dia, do Instituto Amato, e como estava tudo certo foi para a sala de cirurgia. Lembra de ter achado incrível o fato de chegar de manhã com muita dor e sair de tarde sem qualquer vestígio dessa dor, totalmente aliviada!

Após a cirurgia já me colocaram de pé, eu não senti dor nenhuma, fiquei feliz da vida. Usei um pouco a cadeira de rodas porque depois de tantos dias me faltou segurança para já começar a caminhar. A compressão no meu nervo tinha sido tão forte, que minha perna ficou um pouco dormente, afinou e atrofiou um pouco”, observa.

A cicatriz, com cerca de 1 centímetro, pôde ser cuidada em casa com água e sabão neutro. “Cinquenta dias depois só ficou um traço tão fino e pequeno que nem parece que operei”.

Uma das recomendações do Dr. Marcelo para o pós-operatório foi o uso de uma cinta na região abdominal, por cerca de 30 dias. Não por algum problema, mas para que Maria se lembrasse de que não poderia abaixar ou pegar peso. Com 16 dias da cirurgia, Maria foi liberada para a fisioterapia e, após 60 dias, atividades de pilates e hidroginástica.

Naqueles dias de sofrimento, orei muito a Deus, para que me mostrasse uma luz no fim do túnel. Agradeço por nunca mais ter sentido aquela dor e por ter encontrado o Dr. Marcelo, que me ajudou”. encerra

………………………….
*Maria da Conceição tem 60 anos, é aposentada, mora em São Paulo e concordou livremente em compartilhar sua experiência. 

“Relatos” é uma série de entrevistas onde pacientes compartilham sua experiência com patologias da coluna, desde a descoberta até a solução. O objetivo é criar uma rede de apoio humanizada e informativa para auxiliar quem se identifica e se encontra nas mesmas condições, para que possam ter esperança e buscar ajuda especializada.

Dr. Marcelo Amato - CRM: 116.579
Dr. Marcelo Amato - CRM: 116.579
Médico e Neurocirurgião pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP); Doutor em Neurocirurgia (Clínica Cirúrgica) pela Universidade de São Paulo (FMRP-USP), orientado pelo Prof. Dr. Benedicto Oscar Colli; Especialista em Neurocirurgia pela Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN) e pela Associação Médica Brasileira (AMB); Especialista em Cirurgia de Coluna pela Sociedade Brasileira de Coluna (SBC) e Associação Médica Brasileira (AMB); Linha de Pesquisa em Cirurgia Endoscópica da Coluna desde 2013 pela FMRP-USP com diversos artigos e livros publicados nacional e internacionalmente; elaboração de aulas e cursos nacionais e internacionais sobre Endoscopia de Coluna, e realização de consultorias em todo território nacional ; Neurocirurgião referência do Hospital de Força Aérea de São Paulo (HFASP); Diretor do Amato - Hospital Dia;

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