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A correção cirúrgica dos defeitos cranianos está indicada por estética para restaurar a proteção craniocerebral e também para aliviar algumas manifestações clínicas da falha óssea.

Como ocorrem os defeitos cranianos?
As falhas do crânio podem ser congênitas (encefaloceles, anomalias do esqueleto) ou adquiridas (traumatismo craniano, infecção, tumor, remoção óssea por cirurgia, growing fracture).

Como é feita a reconstrução do crânio?
Existem os métodos autólogos, em que são utilizados enxertos do próprio crânio, das costelas ou do osso da bacia. E os métodos heterólogos, nos quais são utilizados materiais como titânio, hidroxiapatita, biocerâmica, metilmetacrilato, etc.

Qual é o melhor método?
Cada método apresenta vantagens e desvantagens. Em crianças de até 7 anos, o enxerto ósseo autólogo deve ser preferido devido à maior capacidade de integração com o crescimento craniofacial. Em adultos, o uso do próprio osso também é sempre considerado. Quando a falha óssea é muito grande, dificilmente consegue-se enxerto ósseo suficiente e a utilização de materiais aloplásticos (heterólogos) torna-se necessária.

Qual o material com menor risco de rejeição?
Sabe-se que as características ideais destes materiais são: baixo risco de alergia, não ser corrosivo ou tóxico, não ser absorvível, durabilidade e resistência, biocampatibilidade, capacidade de maleabilidade e baixa interferência nos exames diagnósticos. A hidroxiapatita, a biocerâmica e alguns polímeros são ótimas opções, especialmente quando realizadas sob medida para reconstruir o defeito craniano perfeitamente. Estes modelos são realizados pelas empresas de prototipagem através de uma tomografia computadorizada em 3D. As malhas de titânio também são ótimas alternativas, por ser de material inócuo, e podem ser complementadas com cimento ósseo.

Qual profissional devo procurar?
Os neurocirurgiões, cirurgiões crâniofaciais e cirurgiões plásticos estão habituados a realizar este procedimento. No entanto, o neurocirurgião deve ser sempre consultado, pois as falhas podem estar próximas a estruturas encefálicas importantes, a reconstrução pode modificar a dinâmica liquórica, e acidentes durante o procedimento podem cursar com complicações que deverão ser corrigidas pelo neurocirurgião posteriormente.

Referência: Oliveira RS, Machado HR.  Neurocirurgia Pediátrica – Fundamentos e Estratégias. 

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