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SÉRIE RELATOS | Do Acre a São Paulo: a saga para o fim da hérnia de disco
2 de março de 2021

SÉRIE RELATOS | Oito meses de uma jornada com hérnia de disco e dor

Em maio de 2020, a bela paisagem carioca soprava os ventos secos de outono. Meses complicados se desenrolaram desde o início do ano, sobretudo pela incerteza do novo coronavírus que circulava pelo mundo.

Jonas Fonteles foi, infelizmente, um dos brasileiros afetados pelo vírus. Recuperou sua saúde, mas uma surpresa veio pouco tempo depois: um incômodo no glúteo esquerdo, que deu lugar à dor intensa irradiante para a parte de trás da perna e panturrilha.

Seria algum vestígio do vírus? A preocupação era inevitável e crescente, como a dor que passou também a limitar os movimentos de Jonas. Apesar de exercer a profissão de advogado, que não exige muito esforço físico, Jonas se mantinha ativo desde os 15 anos, quando começou a prática esportiva de corrida e fortalecimento muscular.

“De repente não conseguia mais sentar direito, caminhar ou mesmo pensar em continuar minhas atividades físicas. Tornou-se insuportável”, desabafa. Chegou o momento de procurar um médico especializado. Jonas só não sabia, ainda, que sua busca por diagnóstico e cura seria uma longa e dolorosa jornada, que duraria cerca de oito meses.

Tentativas e desespero

O primeiro profissional, um ortopedista, “sugeriu que o problema poderia decorrer de uma hérnia de disco que afetava o nervo ciático. O médico receitou, então, remédios anti-inflamatórios e analgésicos, para aliviar a dor”, relembra Jonas. Os remédios, no entanto, ajudaram um pouco, mas logo deixaram de fazer efeito.

Com o passar do tempo e aumento contínuo da dor, Jonas procurou um neurocirurgião. Um exame de imagem (ressonância magnética) confirmou o diagnóstico anterior: hérnia de disco na coluna vertebral, localizada entre as vértebras L4 e L5, que comprimia o nervo ciático, motivo de tanto sofrimento e perda da qualidade de vida.

Como a hérnia era relativamente pequena, o então profissional recomendou tratamento convencional, sem cirurgia, mas com fisioterapia e medicamentos. “Sem sucesso, na consulta de retorno indicou alternativas, como: acupuntura, ozonioterapia, osteopatia, quiropraxia, mais medicamentos…” Jonas concordou até em falar com um terapeuta, para continuar positivo diante das tentativas. Mas nada parecia funcionar.

Um terceiro médico, desta vez especializado em dor, sugeriu que infiltrações e bloqueios resolveriam o problema”. A prática consiste em levar remédios diretamente ao nervo danificado. Tem maiores chances de o medicamento fazer efeito, mas nervos são estruturas delicadas, uma vez comprimidas nem sempre um medicamento pode ajudar na dor. Jonas descobriu isso quando, novamente, não viu qualquer redução do seu quadro.

Já desesperançoso, visitou um quarto médico que resolveu operar com a técnica Discectomia Percutânea. Bom, se todos os tratamentos convencionais já foram feitos, será que uma cirurgia vai resolver? Ele tinha que tentar. Mas após ser submetido ao procedimento, uma imensa decepção: a dor permaneceu inalterada! Seria mesmo possível?

Será que alguém é capaz de imaginar o que é a dor causada por um nervo? A esta altura do campeonato, o desespero já acompanhava Jonas. De sua vida ativa e tranquila, viu-se atado, sem saber o que fazer com a terrível dor que não o permitia desfrutar de seus dias. Diante dessa sensação, nem mesmo a bela paisagem carioca poderia trazer calma e alívio. Pouco a pouco tudo perdeu a graça, o brilho… Jonas perdeu também a vontade de viver.

O nervo ciático começa na coluna lombar e se estende por ambas as pernas até os pés. É o maior nervo do corpo humano e, segundo a Organização Mundial da Saúde, afeta entre 6 e 8% da população mundial. Estimativa da qual agora Jonas fazia parte. Muitos destes casos se resolvem sozinhos de um a dois meses ou com a ajuda de medidas como as tentadas pelo paciente desta reportagem. Para os demais, cabe ao médico meticulosa investigação do quadro e, caso o método conservador não funcione, ofertar ao paciente a melhor opção cirúrgica, moldada à sua condição.

Esperança e Cirurgia Endoscópica da Coluna

Naqueles dias e meses melancólicos, imerso em seus pensamentos e em busca de auxilio, “Ninguém Explica Deus” era a música que tocava em sua playlist. Colaborava para boas reflexões e resgate de algum sentido para a vida.

Foi então que Jonas encontrou na web, vídeos do neurocirurgião especialista em coluna, Dr. Marcelo Amato, com explicações sobre as patologias da coluna vertebral e opções de tratamento. “Lembro que pareceu seguro pensar em realizar uma cirurgia com ele, pois se mostrou confiante, simples e humilde no conhecimento que transmitia”.

Jonas deixou a “cidade maravilhosa” e partiu para São Paulo, com alguma esperança de tratamento. Ao conhecer o Dr. Marcelo, a segurança aumentou: “ele me passou muitas informações sobre a estrutura da coluna e sobre os procedimentos, realmente mostrou que sabia o que estava fazendo”. Após avaliar a condição do paciente e constatar a permanência e evolução da hérnia, a Cirurgia Endoscópica da Coluna foi a opção que Jonas recebeu do Dr. Marcelo.

O procedimento foi realizado a partir de uma pequena incisão, onde o médico inseriu uma cânula especial e câmera de alta definição para guiá-lo até o ponto exato para a retirada da hérnia. Deixou, ainda, um espaço entre o disco intervertebral e o nervo, para evitar novo contato em caso de recidiva.

Alívio e recuperação

”Eu tinha medo de alguém abrir minha coluna e afetar algum nervo periférico, tirar meus movimentos, mas ao acordar, no momento que pude pisar no chão e ir até a sala de espera para ver minha família, já totalmente sem dor, experimentei um alívio indescritível, como um milagre’.

A cirurgia deu certo. Em dois dias Jonas foi liberado para viajar de volta ao Rio de Janeiro; em cerca de uma semana foi liberado para trabalhar em ritmo progressivo; em 15 dias foi recomendado para a fisioterapia. Em breve retomará as atividades físicas que tanto aprecia.

O pós-operatório tem sido tranquilo, nem parece que operei da coluna recentemente. Cuido da pequena cicatriz apenas com água, sabão e cobertura de um curativo simples. Sou muito grato por ter tido a oportunidade deste encontro e desta cura”, finaliza.

Após tanto tempo de angústia, nada melhor do que experimentar a paz de um alívio, não é mesmo?

…………….

*Jonas Fontele de Moura tem 50 anos, é advogado, mora no Rio de Janeiro e concordou livremente em compartilhar sua experiência.

“Relatos” é uma série de entrevistas onde pacientes compartilham sua experiência sobre patologias da coluna, desde a descoberta até a solução. O objetivo é criar uma rede de apoio humanizada e informativa para auxiliar aos que se identificam e se encontram nas mesmas condições, para que possam ter esperança e buscar ajuda especializada.

Dr. Marcelo Amato - CRM: 116.579
Dr. Marcelo Amato - CRM: 116.579
Médico e Neurocirurgião pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP); Doutor em Neurocirurgia (Clínica Cirúrgica) pela Universidade de São Paulo (FMRP-USP), orientado pelo Prof. Dr. Benedicto Oscar Colli; Especialista em Neurocirurgia pela Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN) e pela Associação Médica Brasileira (AMB); Especialista em Cirurgia de Coluna pela Sociedade Brasileira de Coluna (SBC) e Associação Médica Brasileira (AMB); Linha de Pesquisa em Cirurgia Endoscópica da Coluna desde 2013 pela FMRP-USP com diversos artigos e livros publicados nacional e internacionalmente; elaboração de aulas e cursos nacionais e internacionais sobre Endoscopia de Coluna, e realização de consultorias em todo território nacional ; Neurocirurgião referência do Hospital de Força Aérea de São Paulo (HFASP); Diretor do Amato - Hospital Dia;

2 Comments

  1. Sabrina Moraes Sampaio Nunes disse:

    Sofro a anos com duas hérnias de disco lombar, tenho 36 e nesse momento estou em depressão profunda devido a essa incapacidade e a dor constante causada pelas hérnias, tenho muito medo de operar e perder o movimento das pernas porém acredito ser o único jeito.
    E os valores não cabem no meu orçamento.

    • Olá. Obrigado pelo contato! As cirurgias da coluna são muito seguras hoje em dia! Quando indicamos um procedimento é porque o risco em não realizar a cirurgia é muito maior do que o risco de realízá-la. Ou seja, com boa indicação em nas mãos de um bom profissional, certamente apresentará benefício e melhora da qualidade de vida.

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