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Migrânea
1 de junho de 2015

Arterite temporal

A arterite temporal (AT) é considerada emergência médica, pois se não for tratada pronta e corretamente pode causar cegueira permanente em até 20% dos pacientes.

O que é a arterite temporal?

Também chamada de arterite de células gigantes ou vasculite necrotizante é uma inflamação das artérias do sistema carotídeo, particularmente as artérias cranianas.

Qual a população mais suscetível?

A arterite temporal ocorre principalmente em idosos com mais de 70 anos e é um pouco mais comum nos indivíduos de pele branca e do sexo feminino.

Quais os sintomas da arterite temporal?

Em 70 a 90% dos pacientes, o sintoma inicial é uma dor de cabeça latejante e continua na região temporal (parte lateral anterior do crânio ou “têmporas”).

Ocorre também diminuição, turvação e/ou perda fugaz da visão.

É comum esse quadro ser precedido de dor muscular e fraqueza na região dos ombros e membros superiores (polimialgia reumática). Febre baixa e inapetência também podem estar presentes.

Como é feito o diagnóstico?

Após a suspeita clinica deve-se palpar a artéria temporal (foto) que pode estar mais grossa, dolorosa e com a pulsação ausente ou diminuída. Às vezes, a dor piora com movimentação da mandíbula. O exame que define do diagnóstico é a biópsia da artéria temporal que deve ser feita por um cirurgião vascular nas primeiras 48 horas e analisada por um patologista.

O exame de hemossedimentação (VHS) é muito elevado (>100) e reforça o diagnóstico.

Qual o tratamento?

Para prevenir a cegueira, o tratamento com corticosteroides deve ser iniciado assim que houver a suspeita clinica e em doses efetivas. Se não for possível realizar a biópsia prontamente o tratamento não deve ser adiado, mas a biópsia da artéria é o padrão ouro para confirmar o diagnóstico e determinar o tempo de tratamento.

 

Um artigo do nosso colega e geriatra Dr Marcos Galan Moriilo.

Dr. Marcelo Amato - CRM: 116.579
Dr. Marcelo Amato - CRM: 116.579
Médico e Neurocirurgião pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP); Doutor em Neurocirurgia (Clínica Cirúrgica) pela Universidade de São Paulo (FMRP-USP), orientado pelo Prof. Dr. Benedicto Oscar Colli; Especialista em Neurocirurgia pela Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN) e pela Associação Médica Brasileira (AMB); Especialista em Cirurgia de Coluna pela Sociedade Brasileira de Coluna (SBC) e Associação Médica Brasileira (AMB); Linha de Pesquisa em Cirurgia Endoscópica da Coluna desde 2013 pela FMRP-USP com diversos artigos e livros publicados nacional e internacionalmente; elaboração de aulas e cursos nacionais e internacionais sobre Endoscopia de Coluna, e realização de consultorias em todo território nacional ; Neurocirurgião referência do Hospital de Força Aérea de São Paulo (HFASP); Diretor do Amato - Hospital Dia;

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