Hidrocefalia de Pressão Normal (HPN)

hidrocefalia-pressao-normal-dvp-valvula-derivacao-ventriculo-peritoneal-tap-test-demencia-cura-endoscopia-ventriculostomia-sao-paulo-neurocirurgiao-especialista-sp     É uma doença caracterizada pela tríade de sintomas que inclui demência, incontinência urinária e distúrbio de marcha. Demência é a perda ou redução progressiva das funções cognitivas que incluem: memória, linguagem, atenção, habilidades construtivas, resolução de problemas, etc. O problema é causado por um distúrbio da circulação liquórica (líquido céfalo-raquidiano que protege e irrriga o sistema nervoso central); o cérebro para de funcionar adequadamente, porque o líquido não é reabsorvido corretamente ou então apresenta dificuldade de circulação.
     A HPN é geralmente diagnosticada entre a 6a e 7a década de vida. Acredita-se que o diagnóstico desta doença seja subestimado, e muitos pacientes diagnosticados com doença de Alzheimer, Parkinson ou outras demências, têm na verdade, Hidrocefalia de Pressão Normal. O SBT publicou uma reportagem recente declarando que a doença atinge 60 mil brasileiros… número exagerado, mas que serve para alertar a população sobre este problema.
     O diagnóstico da HPN não é simples, além do quadro clínico e de um bom exame de imagem como a Ressonância Nuclear Magnética, podem ser necessários exames funcionais como a Cisternocintilografia e o Tap Test. O Tap Test é um exame realizado através da drenagem de líquor pela punção lombar; cerca de 30ml de líquor é retirado em um procedimento realizado com anestesia local no consultório ou hospital. Se o paciente apresentar melhora dos sintomas com este exame, o diagnóstico de HPN é reforçado.
     O diagnóstico correto é importante pois os pacientes com HPN apresentam indicação de cirurgia para correção do distúrbio da circulação liquórica. A cirurgia mais tradicional é a derivação ventrículo-peritoneal, no entanto, recentemente a ventriculostomia endoscópica têm ganhado espaço no tratamento cirúrgico desta doença, principalmente pelo fato de não ser necessária a implantação de um corpo estranho no organismo do paciente.
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Fontes: Tratado de Clínica Cirúrgica, Neurocirurgia Pediátrica - Fundamentos e Estratégias