Biópsia de Nervo

     Como as biópsias de nervo periférico sempre irão causar algum grau de déficit neurológico, elas devem ser realizadas após cuidadosa avaliação da sua contribuição para o tratamento da doença. As biópsias de nervo são úteis em lesões inflamatórias ou infecciosas (vasculites, hanseníase) e em algumas formas de neuropatias desmielinizantes, em geral adquiridas, mas também hereditárias. A amiloidose é também uma doença a ser pesquisada na avaliação do nervo periférico.
     O nervo mais biopsiado é o sural, geralmente entre o tendão de aquiles e o maléolo externo. Em casos de neuropatia restrita aos membros superiores, ou quando há contra-indicações para biópsia nos membros inferiores, um ramo superficial do nervo radial ou o ramo dorsal sensitivo do nervo ulnar podem ser biopsiados.
     O procedimento é geralmente realizado sob sedação e anestesia local em centro-cirúrgico no sistema de hospital-dia, ou seja, o paciente vai para casa no mesmo dia do procedimento. A incisão é pequena e a sutura feita de modo estético.
     Após a coleta, o material é enviado para laboratório especializado em análise de nervo periférico. As colorações mais utilizadas para avaliação das lâminas pelo microscópio são: hematoxilina e eosina, o tricrômico de Gomori, o vermelho-Congo (para material amiloide) e, no nosso meio, a coloração para bacilos álcool-ácido-resistentes (método de Wade ou Faraco), pela alta frequencia de neuropatia por hanseníase.